Todas essas mudanças na minha vida são indiretamente ligadas a pessoas bem diferentes de mim. Concedo a elas o crédito pelas minhas mudanças, supervalorizando o poder delas. Na verdade, elas não são grandes coisas, nem sou tão amiga assim de 90% delas, acontece que elas conseguiram. Despertaram em mim o nojo e a vontade de mudar.
Sempre fui uma pessoa que não se importa com a opinião de terceiros. Sei quem sou e como sou. Nunca neguei nada do que eu fiz, e quem me perguntar qualquer coisa sempre vai obter uma resposta sincera. Se tem medo da resposta, nem pergunte.
Entretanto, em algum momento, me peguei cercada por pessoas nojentas. Hipócritas e com um eterno falso moralismo. Tenho uma profunda admiração pelas pessoas que tem coragem de ser quem elas realmente são. Admiro os moralistas, mas aqueles que são realmente moralistas, assim como admiro os imorais. Fato! De nada me adianta viver de forma "moral", pondo o dedo no nariz de terceiros, e com a cabeça no travesseiro antes de dormir ficar sonhando com imoralidades.
Quando decidi que minha vida de GP tinha terminado, foi por um amor. Larguei tudo para ficar com ele. E mantemos nosso segredo durante todo o relacionamento. Após sete meses, a irmã dele descobriu nosso segredo, e fez um barraco perante a família. Fomos descriminados, e os pais dele obrigaram o final do relacionamento, caso contrario não dividiriam mais o mesmo teto. Ele não tinha cacife para se bancar sozinho. Lamentei, chorei. Hoje, um mês depois, traço o perfil da minha ex-cunhada. Loira, com um pouco de excesso de carne ao redor da cintura. O tipo de pessoa que quando entra numa festa fica tentando adivinhar qual carteira está mais cheia (fazia isso mesmo quando casada). Normalmente acaba a noite num motel. Sendo cruelmente sincera... Qual a diferença entre eu e ela? Que eu já cobrei na saída do motel. E não finjo um moralismo que não é meu. Ridicula ela.
Porém, devo a ela mais esse pedacinho do que sou hoje. Mais uma experiencia válida. Talvez se continuasse com esse namoro, minha sede de mudança não tivesse sido tão intensa. Apesar da raiva que eu senti (e às vezes ainda sinto), agradeço a ela, por ser mais um exemplo na minha vida... UM EXEMPLO A NÃO SEGUIR.
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário