Durante uma conversa corriqueira com um amigo (especial, mas amigo), pedi uma sugestão de tema para o texto do dia. Ele deu uma risada de canto de boca e quase de imediato sugeriu: hipocrisia humana. Consultei meus registros mentais sobre hipocrisia. Uau! Nem eu sabia que tinha tanta informação. O problema é que quando se tem muito a dizer, é difícil selecionar apenas uma ou outra coisa. Resolvi arriscar. Procurei no Google o significado de ambas as palavras. Como “humana” não pertence ao dicionário, utilizamos “humano”. Lá vai:
**Significado de Hipocrisia. s.f. Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem. Fingimento, falsidade.
A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.
**Significado de Humano (a). adj. Relativo ao homem: o corpo humano; a espécie.
Vamos por partes. Unindo os significados poderia dize que “Hipocrisia Humana” é a falsidade de toda uma espécie. A rapa do taxo de porcarias. O resumo das besteiras cometidas pelo ser humano. Boa definição até. Só que eu gosto de instigar.
O ser humano é tão pequeno dentro dos seus conceitos mentais que acredita que ser hipócrita é freqüentar uma Igreja e desobedecer o padre (ou pastor), que está ali em nome de Deus. O ser humano é tão fraco que acredita as pessoas se tornam falsas quando desobedecem seus rótulos. O ser humano é tão limitado que acredita que ser hipócrita é fingir ser alguma coisa que não é, dizer que crê e não crer, fingir sentir e estar frio por dentro.
Concordo com a humanidade em geral. Muito feio desobedecer às leis de Deus, muito feio mentir para as pessoas. Mas, eu vejo uma hipocrisia pior...
O pior hipócrita é aquele que é hipócrita com ele mesmo. Mentir para os outros é ruim, mas mentir para si mesmo é masoquismo. É criar dentro de si mesmo o próprio carrasco que te castiga. É criar a imagem de submisso ao sistema e sonhar diariamente com o suicídio. Suicídio esse que não origina a morte do corpo, mas a morte da mente, dos sonhos, dos próprios ideais. É criar uma imagem, dizer para o mundo que você é aquilo e feliz daquele jeito, e ansiar por liberdade. É viver num comodismo. É se agredir gratuitamente e ter que conviver diariamente com essa culpa. Hipocrisia é defender o moralismo e vive-lo por obrigação.
Sabe o que me assusta? Saber que todo mundo odeia a hipocrisia. Sim, todo mundo! Apresente-me alguém que não diga odiar a hipocrisia se for capaz. No entanto, desse “todo mundo”, 90% das pessoas caminham para ela o tempo todo. Precisa muita coragem para não ser hipócrita. Precisa muita coragem para se assumir, além das imagens. Precisa muita coragem para ser sincero. Precisa muita coragem para ser o que sua imagem reflete no espelho, principalmente pelo fato que, para você SER a imagem que você reflete no espelho você precisa não se preocupar com ela. E como não se preocupar com ela, se existe um imenso leque de pessoas preocupadas com isso por você?
E como não ser hipócrita? Tá na moda. Sem a máscara no rosto, você acaba se destacando na multidão. O que eu não enxergo como sendo um problema, mas a sociedade aponta quem não acompanha a tendência. Acaba que as pessoas acabam confundindo falsidade com política da boa vizinhança, hipocrisia com ética, sonhos com pesadelos.
E hipocritamente.... A hipocrisia acaba se tornando a opção, talvez não a melhor, mas a mais simples. E quando isso acontece, é o mundo que está certo. Estão todos focados em suas imagens falsas, suas verdades ilusórias e suas vidas doloridas.
Hipocritamente felizes. E felizes para sempre...
sábado, 30 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
POEIRA CÓSMICA
** Poeira cósmica ou interestrelar corresponde a fragmentos de carbono ou silicatos de tamanho reduzido que podem ser visualizados somente com o uso do microscópio, esses não ultrapassam um mícron (milésima parte do milímetro) de diâmetro, sua forma é irregular, em razão disso é denominado de grão interestrelar. **
Hoje pela manhã, conversando com a Dona Dalva, ela soltou a seguinte frase: “Como o ser humano é nojento. Se acha tão superior aos animais, mas qualquer pequeno vírus ou bactéria nos derruba. Nunca vi um animal por mais irracional que seja, que viva numa mata, definhar por qualquer coisa”. Vamos aqui fazer uma leitura breve da Dona Dalva. Uma mulher simples, batalhadora, trabalha com a limpeza e manutenção dos ambientes na empresa, madura e a meu ver, centrada e sensata. Admiro-me com os comentários dela, são sempre pensados, e mesmo ela não tendo muito estudo, aprendeu muito com a vida e consegue fazer reflexões inteligentes. Surpreendi-me com a frase e me obriguei a concordar com ela.
Como as pessoas andam doentes. A dentista bem sucedida com câncer no sistema digestivo. A garota de programa que mesmo depois do HPV não se cuida e provavelmente vai perder o útero. A idosa que já tinha um fêmur quebrado, mas em outro acidente quebrou a outra perna. A menininha inocente com febres inexplicáveis. Os colegas de trabalho e amigos com aquela gripe incurável que persiste durante todo o inverno. Parece que quanto mais nos cuidamos, pior é. Sabe por quê? Simples. Por que o nosso corpo é a poeira cósmica do universo. Somos a milésima parte do milímetro, e seremos cada vez menos. Nosso corpo é uma máquina incrível que eventualmente precisa de manutenção, e em algum momento essa maquina simplesmente pifa e não funciona mais. E volta a limitar-se em ser poeira cósmica.
Hoje é um dia que me sinto impotente. Sinto-me a própria poeira cósmica. Incapaz de ser ou fazer qualquer coisa. Represada em mim mesma, e nas minhas fraquezas, questionando o que realmente é real. Crua realidade cinza e obscura me persegue neste dia. Não é um sofrimento originado de uma agressão. É um sofrimento originado pela falta de respostas, falta de sintomas. Sou apaixonada pelas respostas e hoje elas me faltam. Reduzem meu conhecimento a pó. Ou a poeira cósmica. Só para mais uma vez provar que eu sou apenas mais um grão interestrelar no gigantesco microscópio do universo, com alguma significância (não muita) no mundo. Admita eu ou não....
Hoje pela manhã, conversando com a Dona Dalva, ela soltou a seguinte frase: “Como o ser humano é nojento. Se acha tão superior aos animais, mas qualquer pequeno vírus ou bactéria nos derruba. Nunca vi um animal por mais irracional que seja, que viva numa mata, definhar por qualquer coisa”. Vamos aqui fazer uma leitura breve da Dona Dalva. Uma mulher simples, batalhadora, trabalha com a limpeza e manutenção dos ambientes na empresa, madura e a meu ver, centrada e sensata. Admiro-me com os comentários dela, são sempre pensados, e mesmo ela não tendo muito estudo, aprendeu muito com a vida e consegue fazer reflexões inteligentes. Surpreendi-me com a frase e me obriguei a concordar com ela.
Como as pessoas andam doentes. A dentista bem sucedida com câncer no sistema digestivo. A garota de programa que mesmo depois do HPV não se cuida e provavelmente vai perder o útero. A idosa que já tinha um fêmur quebrado, mas em outro acidente quebrou a outra perna. A menininha inocente com febres inexplicáveis. Os colegas de trabalho e amigos com aquela gripe incurável que persiste durante todo o inverno. Parece que quanto mais nos cuidamos, pior é. Sabe por quê? Simples. Por que o nosso corpo é a poeira cósmica do universo. Somos a milésima parte do milímetro, e seremos cada vez menos. Nosso corpo é uma máquina incrível que eventualmente precisa de manutenção, e em algum momento essa maquina simplesmente pifa e não funciona mais. E volta a limitar-se em ser poeira cósmica.
Hoje é um dia que me sinto impotente. Sinto-me a própria poeira cósmica. Incapaz de ser ou fazer qualquer coisa. Represada em mim mesma, e nas minhas fraquezas, questionando o que realmente é real. Crua realidade cinza e obscura me persegue neste dia. Não é um sofrimento originado de uma agressão. É um sofrimento originado pela falta de respostas, falta de sintomas. Sou apaixonada pelas respostas e hoje elas me faltam. Reduzem meu conhecimento a pó. Ou a poeira cósmica. Só para mais uma vez provar que eu sou apenas mais um grão interestrelar no gigantesco microscópio do universo, com alguma significância (não muita) no mundo. Admita eu ou não....
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Estabilidade?
Costumo, com certa freqüência, alegar que com meus 23 anos vivi muito mais que muita “tia” na idade da loba por aí. E vivi. E dentre os adjetivos maravilhosos que posso atribuir a minha vida, o que mais define é INTENSIDADE. Uma intensidade considerada por muitos insana, mas muito natural. Vivi loucuras intensas, amores intensos. Momentos de responsabilidade e de irresponsabilidade intensa. Choros e risos intensos. Revoltas intensas. Mudanças intensas. Pensando bem, a única coisa que nunca foi intensa na minha vida é a tal ESTABILIDADE. Que situação curiosa. Talvez seja essa mesma que me faz falta agora. Que eu busco tão incansavelmente.
Estabilidade. Nunca a quis por perto, por que agora mudei de conceitos? Não sei exatamente se realmente mudei, sei que agora a quero. Quero sonhos estáveis. Emprego estável. Coração estável. Vida estável. Amor estável. Quero construir coisas e mudar. Desta vez não uma mudança louca e sem fundamentos. Desta vez quero mudar para melhor, com conceitos formados ao meu próprio respeito, sabendo o porquê mudar e como mudar, esperando um resultado.... Hum... Estável!
Juro que não sei o que está acontecendo comigo. Sempre defendi o incomum. E hoje me pego aqui almejando o comum. Uma vida romântica, saudável, digna de virar uma comédia romântica, ou talvez um conto de fadas. Sempre defendi a liberdade. Hoje escuto a música da Ana Carolina e ela me abraça. “Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre, me prenda em seus braços, é o que eu te peço”. Demorei para entender. Hoje sinto-a como uma das minhas bandeiras. Não quero mais ser livre para fazer o que quiser. Quero poder sentir o que eu quiser e transformar isso na minha liberdade. O fazer se torna conseqüência. E num sentir verdadeiro, em paz comigo mesma, estarei livre.
Hoje não vejo o tempo como meu inimigo. Não preciso correr contra ele. Não preciso enfrentar cada segundo, sabendo que ele não volta mais. Preciso aproveitar cada segundo, realmente ele não volta mais. Saborear cada sensação. Saber esperar pelas coisas que precisam acontecer (admito que ansiosamente), mas esperar. E não arrancar os cabelos durante a espera. Acreditar no invisível. Acreditar nos sentimentos. Acreditar. E acredito. Independente de intensa ou estável. Independente de rindo ou chorando. Outra palavra que me acompanha. Acreditar!
Enquanto isso... No mundo real... Continuo lutando, mudando, buscando a tal estabilidade, amando, sonhando, querendo... Vivendo!
E acho que por ora tá bom... Até um próximo surto, e (ou) um próximo texto.
;)
Estabilidade. Nunca a quis por perto, por que agora mudei de conceitos? Não sei exatamente se realmente mudei, sei que agora a quero. Quero sonhos estáveis. Emprego estável. Coração estável. Vida estável. Amor estável. Quero construir coisas e mudar. Desta vez não uma mudança louca e sem fundamentos. Desta vez quero mudar para melhor, com conceitos formados ao meu próprio respeito, sabendo o porquê mudar e como mudar, esperando um resultado.... Hum... Estável!
Juro que não sei o que está acontecendo comigo. Sempre defendi o incomum. E hoje me pego aqui almejando o comum. Uma vida romântica, saudável, digna de virar uma comédia romântica, ou talvez um conto de fadas. Sempre defendi a liberdade. Hoje escuto a música da Ana Carolina e ela me abraça. “Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre, me prenda em seus braços, é o que eu te peço”. Demorei para entender. Hoje sinto-a como uma das minhas bandeiras. Não quero mais ser livre para fazer o que quiser. Quero poder sentir o que eu quiser e transformar isso na minha liberdade. O fazer se torna conseqüência. E num sentir verdadeiro, em paz comigo mesma, estarei livre.
Hoje não vejo o tempo como meu inimigo. Não preciso correr contra ele. Não preciso enfrentar cada segundo, sabendo que ele não volta mais. Preciso aproveitar cada segundo, realmente ele não volta mais. Saborear cada sensação. Saber esperar pelas coisas que precisam acontecer (admito que ansiosamente), mas esperar. E não arrancar os cabelos durante a espera. Acreditar no invisível. Acreditar nos sentimentos. Acreditar. E acredito. Independente de intensa ou estável. Independente de rindo ou chorando. Outra palavra que me acompanha. Acreditar!
Enquanto isso... No mundo real... Continuo lutando, mudando, buscando a tal estabilidade, amando, sonhando, querendo... Vivendo!
E acho que por ora tá bom... Até um próximo surto, e (ou) um próximo texto.
;)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Ciúme...
Ciúme...
Aquele gostinho azedo na boca. Aquele gostinho azedo na alma. Aquele aperto desagradável no peito. Aquela rachadura no coração.
Ouvi dizer que é conseqüência da paixão. Que se sente ciúme daquele (ou daquela) ao qual se nutre algum sentimento.
Então, que se arranque este sentimento de dentro de mim, para que eu não precise mais sentir esse gosto desagradável me dominando.
Se essa paixão se intensifica a cada vez que eu respiro, pararia de respirar toda vez que meus olhos me traíssem. Sim, meus olhos, eles que me traem. Enxergam o que eu não quero ver e obriga meu coração a ter essa sensação de impotência perante esses pensamentos que insistem em me rodear.
Esses pensamentos que me traem. Obrigam-me a ver surrealmente o dono da minha paixão me traindo, mesmo sem trair.
Em uma simples conversa enxergo orgias. Devaneios de uma mente adoentada. De uma paixão bem plantada, mas mal regada.
Traída pelos meus próprios conceitos. Eu que com minhas teorias fantasiosas luto pela igualdade de direitos. Que direito tenho eu? Se posso manter diálogos e sorrisos por ai, sem me importar com os conceitos alheios, preciso permitir que a recíproca também seja verdadeira. Infelizmente, preciso.
Sei que o dono dos meus pensamentos, dos meus devaneios e do meu ciúme me entende. E me respeita. A inocência não-inocente dele não me incomoda. O que me incomoda são os olhos brilhantes daquelas que sorriem olhando o que é meu, fazendo balões de pensamentos desnecessários alterarem a decoração do ambiente. Mesmo que ele não saiba. Mesmo que ele não queira. Mesmo que ele não alimente. Mesmo que só eu veja o quanto isso é real.
Ciúme... Outrora ouvi também dizer que é cuidado. Que cuidado mais intenso eu tenho com os meus. Mesmo que esteja longe dos olhos, mesmo que sem ser percebida.
E daqueles que consideram uma doença? Doença da alma que reflete no corpo, incendeia os olhos e agride o estômago. Sou um doente terminal, deste caso. Precisaria de um tratamento intenso e a base dos mais fortes medicamentos. Uma das poucas doenças que não posso tratar com homeopatia, pois as doses homeopáticas acabariam me matando.
Ou numa hiperdosagem eu começasse a delirar. E num devaneio intenso, no principio da loucura, eu descobrisse que foi tudo um sonho... Ou um pesadelo.
E ainda assim acordasse com esse gosto desgostoso na boca. Esse amargo na alma. E essa dúvida... Real em mim, ou surreal para o mundo?
Sem saber... Os dias continuam.
E esse gosto na minha boca que só eu sinto também.
Aquele gostinho azedo na boca. Aquele gostinho azedo na alma. Aquele aperto desagradável no peito. Aquela rachadura no coração.
Ouvi dizer que é conseqüência da paixão. Que se sente ciúme daquele (ou daquela) ao qual se nutre algum sentimento.
Então, que se arranque este sentimento de dentro de mim, para que eu não precise mais sentir esse gosto desagradável me dominando.
Se essa paixão se intensifica a cada vez que eu respiro, pararia de respirar toda vez que meus olhos me traíssem. Sim, meus olhos, eles que me traem. Enxergam o que eu não quero ver e obriga meu coração a ter essa sensação de impotência perante esses pensamentos que insistem em me rodear.
Esses pensamentos que me traem. Obrigam-me a ver surrealmente o dono da minha paixão me traindo, mesmo sem trair.
Em uma simples conversa enxergo orgias. Devaneios de uma mente adoentada. De uma paixão bem plantada, mas mal regada.
Traída pelos meus próprios conceitos. Eu que com minhas teorias fantasiosas luto pela igualdade de direitos. Que direito tenho eu? Se posso manter diálogos e sorrisos por ai, sem me importar com os conceitos alheios, preciso permitir que a recíproca também seja verdadeira. Infelizmente, preciso.
Sei que o dono dos meus pensamentos, dos meus devaneios e do meu ciúme me entende. E me respeita. A inocência não-inocente dele não me incomoda. O que me incomoda são os olhos brilhantes daquelas que sorriem olhando o que é meu, fazendo balões de pensamentos desnecessários alterarem a decoração do ambiente. Mesmo que ele não saiba. Mesmo que ele não queira. Mesmo que ele não alimente. Mesmo que só eu veja o quanto isso é real.
Ciúme... Outrora ouvi também dizer que é cuidado. Que cuidado mais intenso eu tenho com os meus. Mesmo que esteja longe dos olhos, mesmo que sem ser percebida.
E daqueles que consideram uma doença? Doença da alma que reflete no corpo, incendeia os olhos e agride o estômago. Sou um doente terminal, deste caso. Precisaria de um tratamento intenso e a base dos mais fortes medicamentos. Uma das poucas doenças que não posso tratar com homeopatia, pois as doses homeopáticas acabariam me matando.
Ou numa hiperdosagem eu começasse a delirar. E num devaneio intenso, no principio da loucura, eu descobrisse que foi tudo um sonho... Ou um pesadelo.
E ainda assim acordasse com esse gosto desgostoso na boca. Esse amargo na alma. E essa dúvida... Real em mim, ou surreal para o mundo?
Sem saber... Os dias continuam.
E esse gosto na minha boca que só eu sinto também.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A minha FÉ!!
Hoje eu acordei diferente... Dormi pouco, acordei atrasada. Acordei ansiada, ansiosa, sonhando acordada.
Hoje eu acordei com medos, mas eles não me abalam, pois algo me diz que eu preciso estar confiante.
Hoje eu acordei sorrindo e ouvindo cantigas. Tambores ecoam nos meus pensamentos e consigo sentir mais explicito cada sentimento.
Hoje, quando eu acordei, eu já estava acordada. Quem despertou foi meu corpo, pois minha alma não adormeceu ao deitar.
Hoje o frio me congela, mas não me incomoda.
Hoje a fome me agride, mas não me debilita.
Hoje é um dia diferente!
A confiança que eu sinto hoje de que tudo dará certo ofusca uma pequena faísca que medo que sugere que não dê.
A sensação de uma saia rodada toca meu corpo. Tem certeza que esta saia não está lá?
Desenhos e imagens me inebriam, criam expectativas que dentro de mim já foram saciadas.
Dizem os espiritualistas de algumas linhas que todos acontecimentos marcantes em nossas vidas acontecem antes no astral, depois se materializam.
Não tenho motivos para não acreditar neles, se dentro de mim o dia de hoje já aconteceu.
Hoje, o meu perfume não tem o meu cheiro... Sinto apenas o cheiro de flores do campo ao meu redor.
Hoje, as frutas estão lindas, maduras e festivas. Por que será?
Acho que tudo isso é por que eu acreditei...
Acreditei primeiro no que eu senti, e depois meu racional aceitou.
Não só acredito, confio...
Confio e acredito em quem me protege!
E cada vez mais eu sei que protege.
Protege quem eu amo. Protege o que eu amo. Me protege de mim mesmo. Me protege de alguém.
Alguém... Quem?
Não, hoje eu não preciso ser protegida como nos outros dias...
Por que hoje só a minha luz brilha... E será ofuscado quem não estiver ao meu lado.
Ou brilhe comigo, ou saia do caminho, por que hoje o mundo não tem espaço pra você.
Hoje...
Hoje eu recebo toda a proteção do meu povo cigano...
Povo do amor...
Povo do dinheiro...
Povo da liberdade!
Liberdade de ser, de ter, de querer e conseguir.
Plantar e colher... VIVER!!
Não, hoje não é um dia qualquer...
Talvez amanhã seja... Normal... Ou talvez dias “normais” não existam mais.
E hoje, simplesmente hoje, e talvez só hoje (aham, seii)... Vivamos o hoje...
Com os pés descalços no chão... E acima da cabeça só o nosso lenço...
Amanhã a gente realiza...
Ilumina... Fascina...
Que seja infinito enquanto dure... E que dure pra sempre!
Segunda feira 04/07/2011
Hoje eu acordei com medos, mas eles não me abalam, pois algo me diz que eu preciso estar confiante.
Hoje eu acordei sorrindo e ouvindo cantigas. Tambores ecoam nos meus pensamentos e consigo sentir mais explicito cada sentimento.
Hoje, quando eu acordei, eu já estava acordada. Quem despertou foi meu corpo, pois minha alma não adormeceu ao deitar.
Hoje o frio me congela, mas não me incomoda.
Hoje a fome me agride, mas não me debilita.
Hoje é um dia diferente!
A confiança que eu sinto hoje de que tudo dará certo ofusca uma pequena faísca que medo que sugere que não dê.
A sensação de uma saia rodada toca meu corpo. Tem certeza que esta saia não está lá?
Desenhos e imagens me inebriam, criam expectativas que dentro de mim já foram saciadas.
Dizem os espiritualistas de algumas linhas que todos acontecimentos marcantes em nossas vidas acontecem antes no astral, depois se materializam.
Não tenho motivos para não acreditar neles, se dentro de mim o dia de hoje já aconteceu.
Hoje, o meu perfume não tem o meu cheiro... Sinto apenas o cheiro de flores do campo ao meu redor.
Hoje, as frutas estão lindas, maduras e festivas. Por que será?
Acho que tudo isso é por que eu acreditei...
Acreditei primeiro no que eu senti, e depois meu racional aceitou.
Não só acredito, confio...
Confio e acredito em quem me protege!
E cada vez mais eu sei que protege.
Protege quem eu amo. Protege o que eu amo. Me protege de mim mesmo. Me protege de alguém.
Alguém... Quem?
Não, hoje eu não preciso ser protegida como nos outros dias...
Por que hoje só a minha luz brilha... E será ofuscado quem não estiver ao meu lado.
Ou brilhe comigo, ou saia do caminho, por que hoje o mundo não tem espaço pra você.
Hoje...
Hoje eu recebo toda a proteção do meu povo cigano...
Povo do amor...
Povo do dinheiro...
Povo da liberdade!
Liberdade de ser, de ter, de querer e conseguir.
Plantar e colher... VIVER!!
Não, hoje não é um dia qualquer...
Talvez amanhã seja... Normal... Ou talvez dias “normais” não existam mais.
E hoje, simplesmente hoje, e talvez só hoje (aham, seii)... Vivamos o hoje...
Com os pés descalços no chão... E acima da cabeça só o nosso lenço...
Amanhã a gente realiza...
Ilumina... Fascina...
Que seja infinito enquanto dure... E que dure pra sempre!
Segunda feira 04/07/2011
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