quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estabilidade?

Costumo, com certa freqüência, alegar que com meus 23 anos vivi muito mais que muita “tia” na idade da loba por aí. E vivi. E dentre os adjetivos maravilhosos que posso atribuir a minha vida, o que mais define é INTENSIDADE. Uma intensidade considerada por muitos insana, mas muito natural. Vivi loucuras intensas, amores intensos. Momentos de responsabilidade e de irresponsabilidade intensa. Choros e risos intensos. Revoltas intensas. Mudanças intensas. Pensando bem, a única coisa que nunca foi intensa na minha vida é a tal ESTABILIDADE. Que situação curiosa. Talvez seja essa mesma que me faz falta agora. Que eu busco tão incansavelmente.
Estabilidade. Nunca a quis por perto, por que agora mudei de conceitos? Não sei exatamente se realmente mudei, sei que agora a quero. Quero sonhos estáveis. Emprego estável. Coração estável. Vida estável. Amor estável. Quero construir coisas e mudar. Desta vez não uma mudança louca e sem fundamentos. Desta vez quero mudar para melhor, com conceitos formados ao meu próprio respeito, sabendo o porquê mudar e como mudar, esperando um resultado.... Hum... Estável!
Juro que não sei o que está acontecendo comigo. Sempre defendi o incomum. E hoje me pego aqui almejando o comum. Uma vida romântica, saudável, digna de virar uma comédia romântica, ou talvez um conto de fadas. Sempre defendi a liberdade. Hoje escuto a música da Ana Carolina e ela me abraça. “Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre, me prenda em seus braços, é o que eu te peço”. Demorei para entender. Hoje sinto-a como uma das minhas bandeiras. Não quero mais ser livre para fazer o que quiser. Quero poder sentir o que eu quiser e transformar isso na minha liberdade. O fazer se torna conseqüência. E num sentir verdadeiro, em paz comigo mesma, estarei livre.
Hoje não vejo o tempo como meu inimigo. Não preciso correr contra ele. Não preciso enfrentar cada segundo, sabendo que ele não volta mais. Preciso aproveitar cada segundo, realmente ele não volta mais. Saborear cada sensação. Saber esperar pelas coisas que precisam acontecer (admito que ansiosamente), mas esperar. E não arrancar os cabelos durante a espera. Acreditar no invisível. Acreditar nos sentimentos. Acreditar. E acredito. Independente de intensa ou estável. Independente de rindo ou chorando. Outra palavra que me acompanha. Acreditar!
Enquanto isso... No mundo real... Continuo lutando, mudando, buscando a tal estabilidade, amando, sonhando, querendo... Vivendo!
E acho que por ora tá bom... Até um próximo surto, e (ou) um próximo texto.
;)

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